sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Os Cavaleiros do Zodíaco - O Filme (1995) e a época de ouro dos Cavaleiros do Zodíaco no Brasil


A ESTRÉIA

O filme estreou no dia 14 de Julho de 1995, em 209 cinemas do país, recorde para a época. Havia filas e mais filas na porta de cada sala. Crianças sentadas nas escadas, pois todos os lugares estavam lotados (na época era comum venderem mais ingressos do que a sala comportava). 

"Nunca um filme estreou no país ocupando tantas salas ao mesmo tempo e poucas vezes um longa-metragem infantil enfrentou concorrência tão feroz numa temporada de férias de julho." (citação da revista VEJA, de 19 de Julho de 1995).


Foi uma verdadeira loucura, quem viveu aquela época tem ciência do que foi, quem não viveu infelizmente talvez nunca terá a chance de presenciar algo parecido. Fica difícil até explicar, mas era uma verdadeira febre. O clima criado dentro das salas de cinema de todo o Brasil contagiavam demais e em todas elas o cenário era o mesmo: crianças cantando a música tema durante a abertura do filme, vibrando com as lutas e torcendo pelos seus personagens preferidos. Nem mesmo a falha na utilização da capa do filme do Lúcifer no pôster oficial e em todos os materiais promocionais do filme atrapalharam a boa aceitação nos cinemas. Sobre este tema, Marcelo Bitelli explicou que o material recebido pela Toei Animation era muito escasso e eles foram obrigados a utilizar as poucas imagens que tinham, sendo esta a mais chamativa para um pôster. Entretanto ele concorda que a falta de conhecimento ajudou a cometer o erro e que se existisse uma consultoria, ou por parte de fãs como existe hoje ou por parte de algum profissional da área, isso poderia ter sido evitado. 

O filme atingiu a marca de meio milhão de espectadores em uma semana apenas. Hoje em dia este número pode parecer pequeno para um filme, mas acredite: para a época era muita coisa mesmo. Foram quase três meses em cartaz, chegando a um bilheteria final de 1 milhão e 400 mil pessoas (citação de Marco Aurélio Marcondes ao jornal O Globo de 24 de Outubro de 2010). 

Acompanhando o sucesso do filme, um Livro Ilustrado, foi lançado pela Prince Editora. As Balas Zung também fizeram grande sucesso nesta época e traziam figurinhas tematizadas com o filme. A revista Manchete (nº 2260, de 29 de Julho de 1995), fez uma matéria sobre o sucesso do longa e de brinde presenteou os fãs com um pôster 






Aqui, algumas importantes citações de veículos de imprensa na época: 

"... a estreia de Os Cavaleiros do Zodíaco é a mais importante do país nos últimos anos ..." (jornal O Estado de São Paulo, por Luiz Carlos Merten)

"... o sucesso será uma barbada. Os Cavaleiros do Zodíaco são uma mania nacional ..." (jornal Diário Popular, por Cléber Eduardo)

"... deixa as crianças em estado de absoluto fascínio ..." (revista VEJA, por Okky de Souza)


LANÇAMENTO EM VHS E NA REDE MANCHETE

Após o sucesso nos cinemas, a AB Films preparou o lançamento para o mercado de home-video. O lançamento da fita de VHS aconteceu no dia 22 de Setembro de 1995, juntamente com a fita do filme do Lúcifer (intitulado na época como A Batalha Final). O sucesso foi grande também nas locadoras. A AB Films produziu vários materiais promocionais, como pôsteres e displays gigantes do Seiya.

O filme foi exibido também na Rede Manchete, no dia 26 de Maio de 1996 (um domingo, as 17h30), através de um acordo de permuta entre a emissora e a distribuidora, atingindo recorde de audiência, batendo inclusive a Rede Globo neste dia. Muitos anos depois, em 19 de Setembro de 2007, o filme foi lançado em DVD, mas aí já com outro licenciamento (pela PlayArte) e outra dublagem (pela Dubrasil), com o nome de A Lenda dos Defensores de Atena. 


FICOU NA MEMÓRIA

O lançamento do filme do Abel nos cinemas brasileiros marcou o ápice do sucesso da série no Brasil. O ano de 1995 foi o mais especial para a série aqui de uma forma em geral, tanto para as empresas, quanto para os fãs. É inegável que o sucesso dos Cavaleiros do Zodíaco quebrou paradigmas e iniciou uma invasão de animes no país nos anos seguintes. O termo "AC" (antes de Cavaleiros) e "DC" (depois de Cavaleiros), citado até pelos japoneses, foi por causa deste período mágico, engrandecido e muito pelo filme do Abel. 



Voltando ao trecho do começo da matéria, Marcelo Bitteli, dono da AB Films, nos contou que lembra com carinho desta época, embora não tenha se apegado a série e nem acompanhado o que aconteceu depois. Na visão dele foi algo importante, muito trabalhoso é verdade, que rendeu um bom dinheiro para a empresa na ocasião, mas que infelizmente durou pouco e passou. A série em si ficou no ar um pouco mais do que 3 anos apenas (1994 até 1997), quando perdeu fôlego, algo natural de se acontecer. 

Fonte: CavZodiaco
Matéria Completa: Aqui!
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