sábado, 16 de janeiro de 2016

Em breve, youtubers como Kéfera dominarão a TV aberta

Juntas, as cincos maiores redes de TV do país — Globo, Record, SBT, Band e RedeTV! — possuem 3 milhões de inscritos no YouTube. Enquanto isso, uma única vlogger, Kéfera Buchmann, atingiu 7 milhões em seu canal.
Basta essa comparação numérica para ressaltar a inércia (ou seria inabilidade?) das principais emissoras do país em buscar a indispensável interação com a audiência virtual.
Com o poder de influência que têm, transmitindo 24 horas por dia para todo o país, deveriam ter uma presença mais significativa no principal portal de vídeos da web.
Essa desproporcionalidade é um aspecto da realidade: o fluxo de pessoas na internet só cresce, já a TV aberta registra perda preocupante de telespectadores, ano após ano.
Há quem afirme que, futuramente (e o futuro está logo ali), a televisão será apenas mais um aplicativo.
Previsões radicais à parte, o veículo poderá não se reduzir a tão pouco, mas é inegável que estará cada vez mais dependente do ambiente virtual para garantir sua relevância.
Hoje, um dos maiores problemas da televisão é a falta de novos ídolos capazes de atrair as novas gerações para a frente da TV.
Neste momento, qual motivação um adolescente ou jovem tem para acompanhar os canais de sinal aberto?
A programação pobre em inovação, criatividade e interatividade repele os que encontram um cardápio infinitamente variado no YouTube, Vimeo, Facebook e em outras plataformas digitais de conteúdo — e tudo na telinha do smartphone, acessível em qualquer lugar, a qualquer hora.
Com tanta diversidade e independência a partir de alguns cliques, quem ficaria horas diante de um aparelho de TV sendo refém dos horários da programação e da mesmice exibida pelas emissoras?
É aí que entram youtubers como a citada Kéfera, e ainda Chris Figueiredo, Felipe Neto, Jout Jout, entre tantos outros.
Eles são ‘digital influencers’, ou seja, têm milhões de seguidores que acatam e propagam suas indicações de produtos, atrações, comportamentos, modismos e até ideologias.
Para se renovar e aumentar a ligação com a internet, as emissoras precisarão incorporar essas personalidades numa tentativa — incerta, mas necessária — de fazer as novas gerações consumirem TV aberta.
As celebridades da internet terão papel fundamental no futuro da televisão.
Fonte: Terra
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