quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Os Cavaleiros do Zodíaco: O estrondoso sucesso no Brasil



Vários animes que passaram na saudosa Rede Manchete, a emissora querida dos otakus, receberam uma resenha aqui no site: Sailor Moon, Shurato e Yu Yu Hakusho. Entretanto, o responsável por termos assistido a todas essas produções ainda não havia sido falado, porém, eu estava na dúvida se comentar sobre um anime que é conhecido por todos os otakus, e até por aqueles que não são e mesmo assim viram Seiya e companhia na TV, seria mesmo necessário. Por isso, decidi fazer de forma diferente, ao invés de contar a história, contar um pouco da origem e de seu estrondoso sucesso no país, o sucesso dos Cavaleiros do Zodíaco.


Os Cavaleiros do Zodíaco estreou na Manchete em 1994, demorou um pouco a chegar por aqui, pois sua exibição original na TV Asahi data de 1986, e de cara já foi um sucesso imediato. Mostrando uma animação diferente daquelas que estávamos acostumados a assistir em programas que exibiam desenhos animados, Os Cavaleiros possuia ação muita mais visceral mudando completamente a forma de se ver as animações japonesas. os Guerreiros de Athena iniciaram, assim, uma onda que contagiou diversas crianças e adolescentes pelo país gerando uma Cavaleiro-Mania.




E, claro que com o sucesso do programa na TV, milhares e milhares de produtos licenciados surgiram para desespero dos pais que tinham que desembolsar uma grana para comprar bonecos, cadernos, lancheiras, mochilas, fitas VHS e tudo que desse para estampar a cara de Seiya, Shiryu e seus amigos.


Como curiosidade, durante a criação do mangá que deu origem ao anime, Masami Kurumada, o autor, tinha nomeado a obra de Ginga no Rin que em tradução livre seria Rin da Galáxia. Rin era o nome original de Seiya que foi trocado devido ao seu simbolismo, já que Seiya significa  ”Flecha Estelar” em referência a constelação de Sagitário, signo de Kurumada. O “Saint” do título original, Saint Seiya, foi uma alusão a como os cavaleiros eram denominados na história como “santos cavaleiros”.

Uma outra curiosidade é que Seiya é idêntico a outro personagem de Kurumada, Takane Ryuuji de Rin Ni Kakaero, confira abaixo:


Cavaleiros do Zodíaco também ajudou, e muito, a difundir seu principal tema: a Mitologia Grega. O interesse pelas histórias de deuses e monstros da Grécia Antiga cresceu absurdamente entre os que assistiam o anime mostrando que até mesmo um “desenho” poderia ensinar sobre um tema se o mesmo fosse mostrado de forma que chamasse atenção de quem assistia.

A história do anime consegue ser simples e ao mesmo tempo complexa com seu desenrolar. A Deusa Athena, reencarnada em Saori Kido, sempre precisava se sacrificar em prol da humanidade e restava a seus cinco fiéis cavaleiros extinguir o mal que ameaçava o planeta e/ou a vida da deusa antes que fosse tarde.


Enredo simples, mas que conseguia criar vertentes fenomenais e isso ocorreu em todas as suas fases, querem um exemplo? Na fase Santuário, Athena é ferida por uma flecha e os Cavaleiros precisam salvá-la percorrendo as doze casas zodiacais para trazer o Mestre até ela, mas no caminho tivemos o mistério da casa de Gêmeos, o sacrifício de amigos, traições e demostrações de lealdade que, aliás, é um dos pontos fortes do anime, o foco no sentimento dos personagens, mostrando o valor da amizade, a lealdade a todo custo, companheirismo e o poder do amor fraternal.

Os Cavaleiros do Zodíaco conseguiu criar uma avalanche que começou lá nos anos 80 e não parou até hoje com o anúncio do filme 3D e do novo anime Ômega. No Brasil, foi responsável pela chegada de outros animes no país, dando abertura para a negociação desse tipo de produção até mesmo por outros canais e seus fãs e seguidores continuam firmes e fortes até hoje, passando esse legado para futuras gerações que se empolgam ao ver os Cavaleiros do Zodíaco enfrentando o mal e restaurando a paz no mundo.


O anime voltará a TV japonesa com o novíssimo Ômega que promete arrebatar novos fãs para o Cavaleiros de Athena. Por aqui, nenhuma previsão sobre a volta à TV da série clássica, especulou-se que isso iria ocorrer, mas nada se concretizou. O mangá está sendo relançado pela JBC e está na terceira edição.

Abaixo, um vídeo da icônica abertura “Pegasus Fantasy” na versão brasileira de Edu Falaschi (ex-integrante do Angra), adaptada do original do grupo Make-Up, que ficou fenomenal e é tocada até hoje em eventos de animação.


Enfim, desejamos então: “Longa Vida, Lenda dos Cavaleiros!!!”.

Fonte: NosGeeks
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